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Crónicas de Amigos

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“Eu ainda sou da altura” em que acompanhava de longe os nossos Portugueses em Mont Blanc. Seguia a sua progressão no gráfico de perfil da prova, e via a chegada a Chamonix de bandeira em punho, a atravessar um pórtico de sonhos e emoções. Decidi concorrer este ano porque me disseram que no primeiro ano as probabilidades de ser seleccionada seriam baixas, mas que assim teria mais hipóteses de conseguir para o ano. Portanto, era este o plano. Concorrer, não ficar, e fazer a estreia nos três dígitos aqui no MIUT. Pois, bem quis o destino, a vida ou os astros que assim não fosse, não fiz o MIUT (por uma boa razão) e fiquei seleccionada para a CCC. Estava tão confiante que não ficaria seleccionada que nem fui ver os resultados. Às 09h17 da manhã, nada mais, nada menos, o amigo Javier manda mensagem: “Não me digas que és a Sónia Silva que estava inscrita para a CCC” e eu respondi que sim, e Javier diz: “Caraças, Parabéns, Pumba” e pronto, foi assim que eu soube que tinha acabado de ser uma das 2,132 pessoas que estariam na partida da CCC 2019 em Mont Blanc.

Ora viva.

A convite do Javier, vou tentar, em breves palavras, explicar a minha experiência no mítico evento MIUT. Devo confessar que antes do grande acontecimento já entrelaçava as ideias que iria redigir. Grande erro, pois a cada passo, a cada degrau, tudo se desorganizou, tudo se apagou, mas a verdadeira essência… essa eu descobri.

Mas afinal que prova foi esta? Pois bem, dois anos após ouvir falar deste evento, eis-me aqui, na linha de partida… São Vicente é a localidade que nos acolhe e nos “abre” as portas para 85km de aventuras. Sim, trata-se da prova ULTRA.

Começo por agradecer ao Runner Anónimo (que de Anónimo já não tem nada) que me propôs escrever sobre a minha experiência no MIUT. Corro o risco de ele se arrepender porque eu escrevo como falo… muito!

É inevitável começar a falar de sonhos e o meu sonho começou lá atrás, quando via a partida dos MIUTantes à meia-noite, no Porto Moniz e dos Ultra MIUTantes que saíam de São Vicente. Ficava colada à televisão, a ver as ‘luzinhas’ a descer até a Ribeira da Janela, e arrepiava-me sempre aquela imagem, todo aquele ambiente.

O meu MIUT acabou antes de começar. Para mim e para muitos outros. Com as inscrições para a prova esgotadas em 24 horas, a minha única esperança de correr o MIUT, restava numa longa lista de espera para substituir os inscritos desistentes. Mas os dias passavam e com eles aumentava a certeza de que em 2018 ficaria de fora da prova. Afinal de contas, não seria o fim do mundo. O que não faltam são provas para correr. E, em última linha, eu e o MIUT teríamos sempre 2019. Estava conformado. Até ao dia em que, no Facebook, alguém anunciava que tinha uma inscrição disponível. Nem pensei duas vezes. Daí a estar inscrito no MIUT Marathon, não chegaram a passar 24 horas. O meu MIUT tinha acabado de começar.

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