2017 foi uma verdadeira “montanha de sensações”, com altos e baixos que definiram toda a altimetria de um ano espetacular, marcado pelo objectivo cumprido. Entre as desistências em várias provas, por causa de indisposições, e a “vitória” gloriosa que foi acabar uma Ultra, este ano traçou novos desejos e objectivos para os próximos tempos.
Eu sempre gostei dos Jogos Olímpicos (JO). Os primeiros JO que tenho memória de ver foram os de Barcelona, em 1992. A televisão era quadrada e a limitação de canais era real. Na Madeira só existia a RTP local, com uma emissão que começava às 12h00 durante os dias de semana. Enfim, outros tempos!
Voltando ao assunto… lembro-me de ficar vidrado a ver o atletismo. Adorava ver as provas de velocidade. Lembro-me de ver e sonhar com o momento das medalhas, como se um dia fosse lá estar. A cerimónia de entrega tinha uma importância tão grande para os atletas e para aqueles que assistiam a consagração de mais um(a) supra-sumo das corridas. Sonhos de criança que não se tornaram realidade. O bichinho ficou…
Pensava que subir paredes só era possível nos filmes. Quem não se lembra do primeiro filme do Homem-Aranha, onde o rapaz começa a subir a parede, como se nada fosse, depois de descobrir que tinha capacidades de outro Mundo?
Pois, uma loucura que passou a ser ‘verdade’.
Quem disse que uma ULTRA é feita só com duas pernas e uma cabeça?
Eu já tinha a ideia que era quase impossível fazer uma prova tão longa sem o apoio moral e afectivo daqueles que nos acompanham. Depois do MIUT apercebi-me o quanto é importante este apoio, que nos dá mais pernas, cabeça, humor e muito amor para conseguir atingir o objectivo.
Agora sim! Cada vez mais gosto de correr na serra. São os trilhos e a liberdade de correr em sítios pouco explorados que tornam estes desafios mais interessantes e cheio de emoção.
Este ano entrei em poucas provas pela falta de tempo, mas mesmo assim consegui entrar no USM – Santana Sky Race, Trail do Cristo Rei, duas provas que me deixaram com o bichinho. Como não há duas sem três, este ano vou estrear-me numa prova mais longa, com o objectivo de, quem sabe, ir até ao UTMB.
Esta será a minha segunda participação no Ecotrail Funchal – Madeira! Depois da prova de 17Km, este ano aumentei a parada e vou entrar na prova de 40km.
E vocês, vão participar?