Foi no dia da criança que este “pequeno infante” do Skyrunning mundial trouxe alguns dos melhores atletas da actualidade, para um “passeio” entre o mar e as montanhas da nossa ilha. Esta que é uma das provas mais duras e completas que existem em Portugal e quiçá na Europa, teve uma luta intensa pelos lugares da frente na prova rainha que decorreu num dia de muito calor.

No primeiro dia o Santana Vertical Kilometer teve uma luta renhida pelos primeiros lugares nos masculinos. Quantos aos femininos houve surpresa com a vitória da Joana Soares, que fez o primeiro lugar com quase um minuto a menos que a francesa Jessica Pardin, nada mais nada menos que actual líder do circuito mundial de quilómetro vertical. Para encerrar a lista de vencedores, a prova principal teve o espanhol Pere Aurell, marido da vencedora da edição de 2018, Ragna Debats. Nos femininos, a alemã Maria Koller conquistou o primeiro lugar nos 55km.

O outro lado da prova

Este ano estive a ver outros pormenores da prova. Para além de ter feito o livestream da meta, tentei perceber as melhorias que foram feitas em relação ao ano anterior. Para além de continuarem a dar uma grande prioridade à segurança da prova, com um sistema de comunicação próprio (para quem quiser saber mais, pode ler aqui a crónica do ano passado) e muito rigor em dar o melhor aos atletas, com equipas especializadas que apoiavam nas zonas mais sensíveis. Para além deste trabalho no terreno, a organização também se preocupou com o conforto e bem-estar dos participantes, apetrechando os postos de abastecimento com vários tipos de fruta fresca da época e de diversos produtos regionais, oferecendo uma experiência 100% madeirense durante a prova.

Outra das prioridades da organização é a interacção com a comunidade local. Isso é visível, quando vemos voluntários de várias zonas do concelho, bem como jovens estudantes e grupos de escuteiros prontos para terem um papel importante na organização da prova. Complementando esta interacção dos populares com a prova, é de de destacar a importância de eventos como estes para o comércio local, que ganha em várias frentes com a presença de atletas regionais, nacionais e internacionais durante vários dias.

Isto é bem verdade. Eu não costumo ir muitas vezes a Santana, mas quando vou na altura do USM há três coisas que compro sempre: um Pão de Santana, um “Bolo de Noiva” e um bola de berlim das Delícias da Bia.

Voluntários Ultra Skyrunning Madeira 2019
Novos e graúdos. Voluntários no PA – Achada do Teixeira.

De Santana para o Mundo

Santana é cada vez mais uma referência no skyrunning mundial! Isto é dito pelos atletas que cá passam, que falam maravilhas do percurso que os levam literalmente do mar à serra.

Nesta que foi a sexta edição da prova, vemos que a maturidade é grande e que nos próximos anos o Ultra Skyrunning Madeira tem todas as condições em receber o Campeonato da Europa ou mesmo Campeonato do mundo da modalidade.

Mais sobre o Ultra Skyrunning Madeira

Durante os dois dias de provas estive a gravar para fazer estes três vídeos sobre o evento. Alguns estão com pouca qualidade de som. Peço desculpa, mas nem sempre temos o material necessário. 😛

Foto de destaque: David Gonthier

Autor

O Runner Anónimo é um blog sobre corridas e histórias pessoais de um desportista amador que vive na ilha da Madeira.

O vício das corridas
na tua caixa de e-mail

Subscreve e recebe todas as novidades do blogue.

Obrigado!

Algo está mal...